domingo, 12 de maio de 2013

Sophia.

-->

Ser sua mãe é saber que Deus me ouve. Eu lembro do dia que te pedi pra Ele, falei que não queria mais me sentir tão sozinha como eu era, e ele me deu você. Mesmo que daqui uns anos você tenha que dar seus próprios passos, tenha que seguir seu caminho, mesmo que um dia você esteja longe, eu vou continuar agradecendo à Deus por Ele ter me ouvido e ter me dado o maior presente de toda a minha vida. Ser sua mãe é lembrar do resultado positivo do teste de gravidez, lembrar da época dos enjoos, lembrar da época em que comer melancia era a melhor coisa do mundo, é lembrar dos seus chutes... Ser sua mãe é ter a certeza de que não importa o que aconteça ou quem eu seja ou deixe de ser, eu sempre vou fazer o possível e o impossível para que você continue me olhando como se eu fosse a pessoa mais importante desse mundo. Ser sua mãe é acordar de madrugada, meio sonolenta, mais pra lá do que pra cá, e não se irritar, por que você está lá no seu quarto pronta pra me receber com o maior sorrisão, mesmo que eu esteja descabelada, desarrumada, você não liga. Ser sua mãe é aprender que de vez em quando o arroz queima, por que a prioridade é você. Antes um arroz queimado do que um “gagau” gelado. Ser sua mãe é não me irritar com seu choro, muito pelo contrário, é chorar junto em grande parte das vezes por não me permitir errar com você nunca. Ser sua mãe é saber que não existe amor maior, gratidão maior... É não aceitar que ninguém te entristeça, nem te trate mal. Ser sua mãe é sentir o reflexo da confiança que Deus deposita em mim a cada dia. E, mesmo que daqui a pouco a primeira coisa que você diga não seja mamãe, pouco me importa, porque é dessa palavra que você vai sempre lembrar quando precisar de alguma coisa... O meu feliz dia das mães não é só hoje, já fazem quase 60 dias que eu sou a pessoa mais feliz dessa terra.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Das conclusões da vida.

 Esses dias eu ando meio sem dinheiro, meio sem paciência e meio sem fé também. Se eu tivesse verba sobrando, com certeza eu tentaria comprar algumas das várias coisas que me faltam. Afinal de contas, eu sou bem daquelas que acha que, definitivamente,  o dinheiro não compra tudo,  mas pelo menos paga o Sedex ou a passagem de avião pra felicidade chegar.
A verdade bem verdadeira mesmo é que eu mal tô me incomodando com tamanha falta de recurso na minha vida; eu não vou ligar pra isso enquanto ainda posso comprar uma torta enorme de morango, ou de chocolate, ou de maracujá bem ali na quadra de cima e enquanto eu puder me iludir que  posso ser uma pessoa feliz com todo aquele açúcar no meu organismo.
Eu não ando me importando muito com as coisas, então não vou morrer na depressão com a minha gastação exacerbada, compulsiva e desordenada... pelo menos por enquanto. Não tô nem aí por ter que pagar vários preços por várias coisas dessa vida desenfreada, mas isso não te inclui.

...Se eu ando sem fé, sem paciência e, principalmente, sem dinheiro, imagina se eu vou mover uma palha pra pagar algum preço por você...

Beijos!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Internacional da Síndrome de Down.



Deficiência não é você ter um cromossomo a mais ou um a menos. Deficiência é você não saber perdoar, é não saber pedir desculpas, é não saber engolir o orgulho de vez em quando. Deficiência é quando você ama menos aquelas pessoas que você tem certeza que vão te amar cada vez mais. Deficiência é você abrir a boca pra falar mal de quem você nem conhece, é dormir tranquilo mesmo sabendo que fez algo errado. 

Deficiência é você ser capaz de entristecer e perder quem é importante pra você.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


E aí chega uma época da sua vida em que você cansa de tudo. Não adianta mais enfiar tanta roupa nova em um guarda roupa antigo, não faz mais sentido atender seu telefone quando quem te liga não faz seu coração vibrar mais que ele. As coisas passam, a vida passa, as pessoas com o tempo não somem, apenas mostram que não te merecem mais por perto. Quando você passa dos seus 20 e poucos anos e começa a ver que nem tudo tem que ser tão certo para ser lindo, quando você aprende que tem muita coisa feia por aí que só precisa de uns reparos para voltar a ser bonita de novo, a vida sorri pra você. Um dia você vai ver que não precisa do penteado mais bonito para conquistar o amor da sua vida, ele vai te olhar como se você fosse a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você acordar toda descabelada. Um dia, como eu pensei, você também vai achar que esse tal amor da sua vida não existe e você vai se sentir tão só que nem mesmo a oração mais forte e o choro mais sentido vão confortar essa dor. Mas você vai estar errada. Confie em mim. Graças a Deus a gente erra, graças a Deus a gente quebra a cara, graças a Deus tem uns barrancos pra gente aprender que é de lama que as esculturas mais bonitas são feitas. Um dia vai chegar o dia em que um certo alguém vai conseguir te fazer calar, não só por fora, mas principalmente por dentro, e quanto tudo o que você conseguir ouvir for o seu coração te agradecendo por tudo o que vocês dois passaram, ele vai te dizer que sua espera acabou. Você vai achar o amor da sua vida quando aprender a passar por cima de você mesma e aceitar seus defeitos, erros e xiliques. Quando você parar de de acreditar em contos de fadas e quando parar de ficar querendo alguém que nunca te machuque. O amor da sua vida vai te magoar, vai te falar o que não deve, vai te deixar brava, mas vai saber a hora de te pedir desculpas. O amor da sua vida não precisa abrir a porta do carro pra você entrar ou sair, ele precisa apenas deitar no seu colo e fazer você esquecer do tempo... Fazer você não ter vontade de se levantar nunca. É ruim esperar, eu sei, parece que o tempo não passa e a sua cabeça dá milhões de voltas tentando encontrar alguém que parece que não existe. Mas existe sim, eu sei do que eu estou falando, eu sei o que eu esperei, eu sei do seu choro. Um dia Deus vai te mandar alguém que vai fazer seu coração aprender o que é dor de verdade; porque gostar só arranha e logo cicatriza. Mas, amor... Amor dói, menina, mas é lindo, e não é pouco não.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

.FazTempo.

Por vezes eu queria que meu telefone tocasse e que fosse você do outro lado da linha me ligando pra dizer que tudo vai ficar bem, e que não preciso me preocupar tanto com as coisas e que, pra qualquer coisa, eu tenho você. Ou então, mesmo que você nem dissesse nada, eu não me importaria, desde que meu telefone tocasse. Desde que fosse você.
Por vezes eu queria me sentir segura o suficiente ao ponto de não ter mais medo de amar de novo. Te juro que daria a vida para me sentir madura o bastante até começar a entender que, mesmo após tantos machucados e desamores, o grande amor da minha vida sou eu.
Quem me dera deixar de ser tão ansiosa, ou idealizadora, ou até mesmo sonhadora demais. Quem me dera poder parar de pensar se aquele telefone vai tocar ou quando vai tocar, se aquela mensagem realmente vai existir... se eu existo pra você.
Por vezes eu queria que fosse você quem seria capaz de aparecer bem aqui na minha porta, num dia de sol ou de chuva, me pedindo pra ser o amor da sua vida e nada mais. Por hoje eu queria que você fizesse meu coração se abalar para sempre e me fizesse acreditar de  uma vez por todas que o pra sempre nem sempre se acaba.
Quem me dera não achar por um só instante que você é demais pra mim e que, mesmo sem te conhecer o suficiente, quem me dera deixar de achar que eu não mereço tanto. Eu não quero pensar que eu não te mereça, ou que você é bom demais pra mim, ou que talvez você seja a última bolacha daquele pacote que eu não consegui juntar dinheiro o suficiente pra comprar.
Não me importo de ter essa impressão de que você seja realmente alguém especial, não me importo em achar que talvez você seja o maior dos maiores... desde que você me prove que eu ainda posso acreditar que o tal falado amor verdadeiro existe.
Por vezes eu pedi que alguém surgisse e me surpreendesse para sempre. Como um presente de natal, como uma viagem pra Disney. Pedi não sei ao certo pra quem, mas pedi com toda força e dor que um coração desesperado pode ter.
Por várias vezes eu quis que esse alguém aparecesse e me mostrasse que a vida pode sim ser boa; mesmo com preocupações, mesmo com incertezas, mesmo com dívidas no banco....mas com amor. Um alguém que me mostrasse que realmente o amor supera tudo. Tantas vezes eu me preocupei em pedir um alguém sem nem saber quem. Pouco me importa ainda. Desde que me trate com todo amor, paciência e dedicação que eu mereço ter.
Será você? Será você que foi feito pra mim? Será você quem eu tanto espero pra ouvir todos os planos de vida, todos os tombos, todas as fases pelas quais já passou...? Só Deus pra saber! Só Ele sabe de tantas coisas... de todas as coisas e de outras coisas também.
Por vezes, eu queria até saber. Por várias vezes, eu até queria que fosse. Mas, só às vezes, eu ainda olho pra você e penso " quem me dera! Quem me dera!"







sexta-feira, 19 de agosto de 2011

.TodoOtempo.












    
Engraçado como eu não preciso esperar até o final do mês pra fazer o balanço da minha vida e,  muito menos, pra chegar a conclusão de que eu tenho que acertar as contas com você. Eu te devo mil desculpas por todo o cansaço acumulado, pelas várias vezes e horas de desmotivação e preguiça, pelo mau humor quase incurável. Eu te devo desculpas, eu te devo coragem, eu te devo mais fé, eu te devo praticamente tudo!
A minha vida inteira foi você quem nunca me deixou desistir das coisas, por mais que fossem  difíceis. A minha vida inteira você sempre me mostrou que o impossível deixa de existir quando a gente acredita e o enfrenta de peito aberto. Eu acreditei tantas vezes. Eu te olhei tantas vezes. Eu falei com você tantas vezes, mesmo que em pensamento... mesmo sem saber onde realmente você estava ou se estava lá pra mim.
Quantas vezes eu já tomei seu tempo com as ladainhas infinitas de menina boba, de preocupações com o que hoje não faz a mínima diferença na minha vida, com os medos que eu sempre tive e que eu nunca vou deixar de ter, mesmo que eu consiga viver 100 anos. É você que sabe o quanto eu já não queria mais nada, é você que sempre me mostra o céu azul quando eu insisto em querer olhar pra cor do fundo do poço.
É a você que eu agradeço pela força de cada dia, pelo orgulho inexplicável que eu sinto por todas as coisas que você sabe quais são; é você o motivo de eu não desistir e o de querer sempre fazer o melhor todas as vezes. Mais ninguém nesse mundo  me faz sentir tão importante quando eu vejo o dia amanhecendo pela janela daquele metrô, depois de uma noite mal dormida. Quando eu penso que não, é você quem me diz que eu vou dar conta, mesmo com a cara inchada de sono.
Tá difícil, tá complicado, mas é o presente mais lindo que você já me deu. É o que me faz chorar de alegria quando eu paro pra pensar no quanto a minha vida deu voltas e mais voltas... no quanto você já me confundiu pra me fazer chegar no lugar certo. Por mais que eu ache que não tenha aprendido a agradecer da forma certa, obrigada por me tirar e por me livrar de todas as lamas de fundo de poço, obrigada por reavivar meu coração, obrigada pelos frios na barriga, obrigada por me fazer acreditar que o amor ainda existe. Obrigada pela felicidade. Pela arte de  fazer eu me surpreender todos os dias, muito obrigada.
Dez mil vezes, muito, muito, muito obrigada!









domingo, 10 de julho de 2011

Assim Seja.

Dizem por aí que geminiano é gente estranha, daquele tipo 8 ou 80, ou ama ou odeia, ou vai ou nunca volta, ou dá ou desce... eu sou geminiana e, por mais que eu não saiba e nem acredite muito nessas coisas, posso te dizer que sim, muita coisa tem a ver.
Pelo menos comigo sempre foi tudo muito ou vai ou não vai, tudo sempre muito programado. Meu mal é a tal pressa das coisas acontecerem, é a tal da ansiedade que corrói por dentro. Sabe, eu não vejo a minha vida sem planejamento, sem horários a serem cumpridos, sem dores no estômago ocasionadas pelos vales das frustrações do meu caminho. 
Mas, mesmo com todos os incalculáveis objetivos que eu nem sempre consigo alcançar, até que por vezes eu controlo essa coisa esquisita que talvez seja meu outro lado gêmeo, ou talvez seja só frescura. Mesmo com a tal da vida programada eu não ligo quando gosto de azul hoje e amanhã não, eu não me importo em querer fazer trezentas mil coisas agora mesmo que eu não tenha tempo pra isso, eu não morro quando a vida exige que eu jogue tudo pro ar e recomece.
Às vezes, até eu que sempre tive a vida tão planejada, também gosto de receber essa tal alegria que eu não lembro de ter marcado hora nem data pra acontecer...

É, graças a Deus a vida é boa.
Muito boa!



quarta-feira, 15 de junho de 2011

23.

E hoje é dia de mais uma vez você começar a pensar em todos os medos, todos os obstáculos, todos os aprendizados que a vida já te deu. Por mais que você se lembre disso tudo todos os dias, hoje é aquele momento que Deus te deu pra você se olhar no espelho e se achar cada vez mais forte e começar a acreditar que a vida é linda, mesmo com várias coisas ao contrário.

Lembra dos seus 6,7,8 anos? Aquela menininha abusada que não tinha medo de nada e que só queria saber de cantar e dançar... que não tinha pressa com a vida, que não deixava de dormir por causa de  preocupações. Você sempre foi a menininha que deixava apenas tudo acontecer, como é a lei da vida. Não é porque você cresceu agora que tem que deixar de acreditar que tudo é possível, afinal de contas, TUDO realmente SEMPRE foi possível pra você!
Corre que ainda dá tempo de agradecer mais e mais por mais 1 ano! Se apressa pra abrir o coração pra mais uma fase de coisas mais do que novas... com a mesma alegria que você tinha em abrir seus presentes quando você só era um pingo de gente que não sabia de nada. E, talvez, por não saber de muita coisa, era mais feliz. Ou não.
Hoje você sabe quem são as pessoas que realmente importam pra você, hoje você aprendeu o que é amar e amar de verdade! Hoje você sabe que a vida não para, e nem tem motivos pra isso. Hoje você tem mais do que 23 anos de motivos pra agradecer todos os milagres, todos os amores, todos os aprendizados... tudo que a vida sempre colocou nos teus braços e te deixou tomar posse.Antes, nos seus poucos anos, muita coisa poderia não te pertencer; mas, hoje, tudo o que você realmente tem é tudo que realmente é seu! Deus te deu e ninguém tira.

Larga de preocupação, de apreensão e de tristezas... tudo vira aprendizado. E você não precisa de mais 23 anos pra começar a acreditar que você definitivamente foi vinte milhões de vezes mais do que abençoada por quem tá lá em cima te protegendo o tempo todo.

Feliz aniversário.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

=/

Dentre os vários defeitos que eu tenho, além da minha inconstância, acredito que um dos piores é o fato de eu não me apegar fácil às coisas. Pra mim, na grande maioria das vezes, é muito fácil deixar as coisas irem, e fluírem, e sumirem como tem que ser, como deve estar escrito em algum lugar que eu nunca achei pra ler. Eu sempre acredito que tudo vai, tudo acaba; talvez por acreditar veementemente nisso eu nunca tenha me preocupado em me apegar tanto a nada.
Não é que eu não goste das coisas, nem que eu não ache lindo criar vínculos por aí. Muito pelo contrário, eu até  sou bem receptiva com as pessoas e com as coisas que aparecem na minha vida, mas o fato de ser receptiva não me obriga a criar um vínculo ou uma dependência eterna com elas.Que eu me lembre, foram poucas as vezes em que eu realmente me abalei por perder algo, tanto no amor, quanto na amizade, quanto nas demais coisas que eu conquistei. 
Pra te falar a verdade, eu nem sei o porquê dessa rejeição contida em me aproximar demais de tudo. Não é medo, não é falta de crer que existem pessoas muito boas nesse mundo, não é por não querer amizades eternas. Eu tenho amigos que com absoluta certeza estarão ao meu lado quando eu estiver velha e serão padrinhos e madrinhas dos meus filhos, do meu casamento, e participarão de tudo que eu fizer. Eu tenho tanta gente linda ao meu lado que às vezes até paro pra pensar se consigo retribuir tamanho afeto e amor, mesmo com a tal aversão a vínculos profundos.
Não é medo de me machucar. Mas todo mundo sabe que quanto mais longe a gente ficar de qualquer bomba, o estrago é menor quando ela explode. Tantas coisas já explodiram na minha vida que hoje eu vivo debaixo da ponte do outro lado do rio em que qualquer bomba esteja. E vou vivendo. Vou gostando do meu jeito, amando as pessoas do meu modo e sendo respeitada com as minhas diferenças. 
De um jeito ou de outro, eu vou aprendendo que não tem como não se integrar, não tem como não se doar ou se envolver. E essa é a pior parte. Eu, que sempre me mantive do outro lado do rio, às vezes me pego pensando se realmente vale a pena criar essa aproximação toda com todo mundo. Tem dias que eu me aproximo de quem nem vale a pena, tem dias que eu sinto falta de quem nem pensa em mim, ou até pensa, mas nem parece; tem dias, tem dias...
Tem dias que eu encho o saco grandão de ter que lidar com tudo isso. Na verdade, eu odeio criar vínculos, odeio ter que gostar das pessoas e sofrer por causa delas... 
Tô odiando sentir saudade.



sábado, 16 de abril de 2011

Eu gosto da minha casa. Gosto de ficar em casa. Bastante até. Tem gente que me diz que não entende como eu consigo ficar o tempo inteiro aqui, tem gente que já diz que é muito difícil me encontrar. Mas, independente das opiniões alheias, eu gosto daqui. É meu mundo, minha família, meus amigos. Aqui, dentro e perto, eu tenho tudo o  que  preciso pra ser uma pessoa feliz e me sentir satisfeita e amada.

Quando minha mãe resolve não gritar - o que acontece em poucas horas do dia - eu tenho sossego, quando eu resolvo não brigar com o irmão aborrecente, eu tenho paz de espírito, quando eu saio sem me preocupar se eu vou ter ou não um lugar pra voltar, eu tenho tranquilidade. Muitas vezes na minha vida eu já passei por episódios de xiliques-infanto-juvenis-pós-adolescência tão problemáticos e já me meti em tanta encrenca ao ponto de não poder voltar pra casa que, hoje, esse quarto, esse amontoado de livros ali no canto, aquele sofá revirado, entre tantas outras coisas, é o que mais tem me dado segurança.
Aqui é o lugar onde eu recebo quem eu mais amo nessa vida, é onde as pessoas que mais me amam podem me encontrar. Aqui é onde eu sei que tem gente pra me emprestar um ombro amigo, é onde tem gente que precisa dos meus ombros também. É onde eu posso achar amigos que realmente se divertem com a minha presença, mesmo que seja pra dar uma volta na rua ou ir ali na esquina tomar um sorvete...
É. Eu gosto daqui. Gosto tanto e agradeço a Deus todos os dias por eu ter enfrentando todos os problemas, crescido e amadurecido até começar a entender que não existe coisa melhor no mundo do que a casa da gente. Mas, como pode acontecer na sua casa também, às vezes eu não tenho tranquilidade. Nem sempre minha casa é uma calmaria de dar inveja a qualquer um que passa na porta dela. Tem dias que a gente briga, grita, quebra o pau mas, no fundo, em meio a toda essa confusão, a gente se entende.
Tem dias que eu brigo comigo mesma, com a minha própria casa.. rasgo os papéis, bato a porta, jogo as coisas foras, grito, grito e grito. Até que passa. Até que eu entendo que eu ainda estou no lugar mais bonito do mundo. 
Só que às vezes, eu não me sinto tão segura. É quando todos os meus gritos não resolvem, é quando aparece um desespero que consome por dentro, é quando a gente sabe que alguma coisa não está indo bem. Não na nossa casa em si, mas talvez em nós mesmos. E aí a gente vai embora, pega uma estrada sem fim, se diverte com outras pessoas em outras cidades.. e volta com o coração apertado. Com a certeza de que está deixando muita, mas muita coisa pra trás.

Eu gosto da minha casa, mas tem dias que voltar pra ela é a pior coisa do mundo!




segunda-feira, 21 de março de 2011

.. E por várias vezes eu até que entendo a tal da fama de durona. Lógico, desde que eu me entendo por gente, sempre fui muito mais a minha razão do que meu coração. Pra mim nunca teve o tal do machucado que cura com um beijinho da mamãe, do papai ou do namoradinho... machucado comigo é na base do curativo, na base do soro fisiológico.  E a tal da dor no coração então? Eu já tive dor no joelho, dor de cabeça, dor nos rins, por uns vários dias até que já me causaram dores nos cotovelos mas, dor no coração, ah, essa não! Eu ainda prefiro acreditar no tal poder do Dorflex, da tal Novalgina, dos tais todos remédios pra todas as dores do mundo que eu carrego na minha bolsinha e que, por ironia do destino, servem pra curar as dores dos outros porque, quando se trata das minhas, me recuso a tomar qualquer tipo de remédio.
Quem sabe eu me considere tolerante até demais à essa dor que um monte de gente sente. Ou até mesmo quem sabe eu seja intolerante mesmo a tal da dor que muitas amigas sentem quando estão sozinhas, quando levam pé na bunda, quando sei lá mais o quê. Às vezes eu até queria saber o significado disso tudo, queria saber o quanto dói; mas não pra ter um coração sofrido, talvez pra deixar de ser tão racional um pouco.
Mas, sabe, é assim mesmo. Tem dias até que o tal do músculo estriado aqui se involuntaria por várias coisas. E bate, bate, bate...e suspira, e bate de novo. Mas nada que se abale tanto, nada que sofra, nem muito menos que chore. Às vezes certas ansiedades até criam um descompasso no coitadinho, mas é coisa  que a boa e velha dona razão consegue estabilizar.
Eu não ligo por ser tão racional, mas tenho quase certeza de que eu sofro bem mais que muita gente que tem por aí; sofro bem mais do que quem acredita que usar o coração pra pensar é a melhor coisa.  Ser racional é sofrer dez vezes mais por entender a realidade como ela realmente é, talvez sem sonhos, talvez sem ser flexível. Ser racional é ter a certeza de que a coisa mais linda do mundo é o amor, é ter consciência de que não existe gente mais bonita e abençoada do que aquela que ama sem medo, com todas as forças...













quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Daquele jeito.


Quem me dera voltar pra casa todos os dias com a sensação de não ligar pra quase nada. Minhas aulas começaram, meus horários praticamente estão de cabeça pra baixo, eu tenho que almoçar às 11 da manhã quando tenho aula à tarde. Às 14:00, quando chego na faculdade, eu já tô com fome de novo. Meu intervalo é praticamente só as 16:00.Eu tenho gastrite.Da crônica.Da feia. Quando eu estou indo pra aula, o ônibus demora a passar e eu, por ser alérgica ao calor, ao sol e ao meu próprio suor, falto pedir a Deus que abra as comportas do céu como aprendi na letra da música que a minha vizinha canta 50 vezes todos os dias.
Mas às vezes eu não ligo.
Meus óculos já não estão funcionando tão bem quanto antes e eu preciso fazer um esforço enorme quando tenho que usar o computador pra ler os textos do módulo que eu estou tendo. Hoje eu entendi o que é o tal nível de atenção à saúde, só não achei o meu nível de atenção com a minha própria saúde. E a miopia vai bem, o astigmatismo também.
Mas às vezes eu não me importo.
Amanhã minha aula é de manhã, são 02:02 e eu tenho que acordar lá pelas 6:00 pra tentar pegar o ônibus que eu não sei o número, não sei que horas passa. A única coisa que sei é que vou ficar R$6,00 mais pobre de novo por minha própria culpa e enrolação de ainda não ter feito meu cadastro nas linhas estudantis da vida. Pelo menos vou chegar em casa na hora certa do almoço e não vou passar mal com a minha gastrite. Só com o sol, com o calor, com meu suor e com a minha outra alergia que ninguém nunca descobriu do que se trata, mas que me faz não poder encostar em muitas coisas por aí, porque atrapalha a minha circulação. Deve ser por causa da poeira, deve ser por causa da sujeira de alguns lugares. Eu passo mal quando tenho que contar moedas porque sei que, literalmente, vou chegar passando mal em casa. E tome Polaramine, e tome "mãe, marca minhas consultas..."
Mas nem tem nada não.
Eu preciso melhorar minha alimentação. Mas isso só vai acontecer no dia em que eu parar de alucinar feito uma criança hiperativa quando vê doce. Isso só vai acontecer quando eu parar de inventar comidas que só eu consigo comer. Eu só vou me dar conta disso no próximo hemograma que eu fizer.
Mas é isso aí.

Como me disseram uma vez, "não sou daqui e não vim pra ficar..."
Tô tipo assim, tipo isso, desse jeito. E, quer saber?

Eu nem ligo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011


Dizem por aí que não importa onde você está, ou o que você faz, ou o que você pensa. Dizem por aí que se você realmente quiser se encontrar é só parar por alguns minutos, respirar fundo e pensar. Pensar na vida, pensar nas pessoas com as quais você se importa, pensar em quem você gostaria que estivesse perto de você... pensar no seu coração.
Eu já ouvi dizer várias vezes que nós estamos exatamente onde ele está, independente se fisicamente ou não.
Eu já ouvi tantas coisas!

Então, me diz você , onde está seu coração agora?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Vai vendo.


Desde pequenininha me ensinaram que mentir é uma das coisas mais feias do mundo. Lembro que, quando eu passei a entender realmente o sentido disso, preferia apanhar por assumir algo que eu realmente tinha feito do que apanhar por mentir.
Eu sei que não vou mudar o mundo, nem as pessoas, nem as mentiras que elas contam e sustentam por aí; como também não vou mudar a minha intolerância com quem mente e age como se tudo fosse um mundo cor de rosa.
Eu já menti também e apanhei várias vezes pra não ter que fazer isso... eu já bati várias vezes em quem eu sempre achei que mentia... e aí você, com sua pacificidade, vem e me fala que violência não resolve nada, que é um absurdo eu escrever essas coisas e que eu talvez esteja arrumando uma justificativa para consertar toda a minha agressividade contida. Pode até ser.
Mas, e você? E se um dia você descobrisse que sua vida sempre foi feita de mentiras? E se você tentasse ser outra pessoa só para agradar alguém? E se seu filho saísse de casa dizendo que vai no amiguinho enquanto a intenção dele é passar bem ali numa boca de fumo? E se seu marido fosse homossexual? E se você, namorada apaixonada, descobrisse as traições de quem fala que te ama todos os dias? O que você faria?
Das verdades que aparecem no mundo que a gente constrói, 75% delas são mentiras. É cômodo dizer o que é conveniente, mas não real. É facil dizer que se está no sul enquanto a bússola aponta pro norte.
As pessoas nem sempre estão onde deveriam estar, nem sempre cumprem o que prometem, nem sempre dormem no horário que dizem que vão dormir e nem sempre estão dormindo quando o telefone toca.
Eu sei das mentiras de tanta gente que às vezes eu queria é que esse circo pegasse fogo e que os bombeiros entrassem em greve.

Quem mentiu pra você hoje?
Você mesma(o)?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

.all I know.


Sabe de uma coisa? Por mais que possa parecer, eu não tenho um coração de gelo e, muito menos, um peitoral de aço pra conseguir suportar cada coisa que me acontece e, ainda assim, permanecer intacta, sem me abalar com nada.
Eu sei que muita gente que mal me conhece, quando passa por mim, já pensa "lá vai a durona". Pois bem, não. Eu não sou tão difícil assim e meu coração, por mais que pareça ser de gelo na maioria das vezes, se derrete com tanta coisa boba que você nem imagina.
Assim como muitas pessoas desse mundão afora, eu também fico triste quando me deparo com tanta maldade nas pessoas, eu também me sinto impotente quando não consigo ajudar os outros a mudar para melhor. Eu, apesar da fama, não sou durona como uma porta. Não mesmo.
Eu tenho dor de ouvido. Eu tenho tpm. Eu brigo com todo mundo e me magoo com isso. Eu também tenho meus quebra paus com o namorado. Eu também me desaponto com um monte de gente e, principalmente, comigo mesma. Mas, se você precisar de mim um dia, independente de quem você seja, pode contar.
Tudo bem que muitas coisas na vida, mesmo sendo tão nova, me fizeram assumir uma postura que talvez eu não tivesse que ter; mas, por mais que você tenha qualquer imagem de mim, assim como você eu também grito, eu também amo... eu também choro.
Para ser bem sincera com você, eu bem que queria por um momento ter esse peito de aço inabalável que eu tanto demonstro. Mas será que valeria a pena? Será que eu saberia o que é viver se fosse assim? Será que eu teria aprendido tudo o que eu sei hoje? Provavelmente não.
Ou quem sabe se eu realmente me tornasse essa fortaleza toda as pessoas não me machucariam tanto; e eu também não choraria tanto, mesmo que por dentro. Mesmo que sozinha.
Eu tenho tantas cicatrizes que você não faz idéia! Cicatrizes mesmo, daquelas de machucado, de menina encapetada, de criança que arrancava a casquinha. Quando eu tinha 12 anos machuquei feio o joelho e fui aprender o que era fisioterapia. Hoje, 10 anos depois, ando machucando o coração mais do que qualquer outra pessoa no mundo.
Meu joelho ainda dói muito, principalmente nessa época de frio. Mas dor física é coisa que a gente ainda suporta. Agora, vou te falar uma coisa, dor no coração não existe fisioterapia nenhuma que cure!

Definitivamente, eu não sou durona.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bigger than my body.


Querido 2010,
Hoje eu queria fazer um texto enorme como fiz ano passado para me despedir de mais um ano que se vai. Mas, por ter sido o pior ano da minha vida, hoje vou me vingar e te tratar como você me tratou nos últimos 364 dias.
Eu queria muito terminar esse ano lisonjeada por tantas coisas, mas não dá. Todas as coisas boas que recebi enquanto você passava pela minha vida foram única e exclusivamente por mérito meu e você me aparece pra complicar.
Como disse a família em janeiro "2010 é o ano da Daniella".E foi. Foi o meu ano tanto pro melhor quanto para o pior do pior. Não é que eu não me sinta agradecida por várias coisas, afinal de contas eu passei nas duas faculdades que eu tanto sonhei, passei num concurso público e, pela primeira vez na vida, eu pude encher o peito pra falar QUEM MANDA NESSA PORRA SOU EU!
Mas, você, com seu espírito de porco,estragou a maioria das coisas. Esse ano eu literalmente surtei, perdi minha casa, perdi meu carro, perdi tantas coisas importantes, me perdi.
De tanta merda que você fez na minha vida, perdi 8 meses de convivência com a minha mãe; 8 meses que jamais serão recuperados. Sabe o que eu penso de você quando me lembro disso? Que você é um tremendo ano filho de uma égua, isso sim! Só isso justifica as carretas de coisas ruins que você despejou em mim.
Sabe o buraco que abriu na estrada lá perto de casa? Pois bem, você já abriu buracos muito maiores aqui dentro. Por isso é que eu digo que você não vai me fazer falta de jeito nenhum. Eu não quero lembrar de você nunca mais!
Como se já não bastassem todas as coisas que você me tirou, hoje eu tenho cicatrizes que vou levar pelo resto da minha vida. Você levou os cachorros mais legais daqui de casa, você levou o primo que eu mais gostava...
Mas, quer saber 2010? Você não levou a minha fé nas coisas, a minha fé em mim mesma, a minha vontade de tomar de volta tudo o que você me roubou. Se o teu intuito era me testar, já pode ir embora! Os machucados que você deixou em mim já fecharam faz tempo! Se tem uma coisa que eu aprendi muito bem esse ano foi a fazer curativo e, por aqui, nada mais vai sangrar.
Hoje eu quero você a 2010 palmos de mim. Hoje você ainda está na minha vida, mas amanhã...
Ah, amanhã é outro dia... outro ano... outro eu! E morta de alegria por saber que você não volta NUNCA, NUNCA, NUNCA, NUNCA, NUNCA MAAAAAAAIS!

Vai taaaaaaaaaaarde, meu filho! Passar bem. E vai pela sombra.




P.S: Querido Deus, obrigada por mais um ano de vida meu e de todas as pessoas que eu amo nesse mundo. Que quem eu tenha perdido esteja em um lugar muito melhor agora. Que quem eu tenha magoado, que me desculpe. Obrigada por todas as coisas boas recebidas, por todo o consolo que me foi dado quando eu precisei. Obrigada por minha fé em você que nem mesmo o pior dos anos foi capaz de tirar de mim. Obrigada pelas amizades feitas, pelas amizades recuperadas. Obrigada por esse dom de não guardar mágoas. Obrigada pela Rafaella, presente abençoado em nossas vidas. Obrigada pela Fepecs. Obrigada por tudo! Obrigada, obrigada, obrigada!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

=)


Se tem algo que eu acho a coisa mais bonitinha do mundo é gente do bem. Gente que, por mais que leve patadas nessa vida - que não são poucas - conseguem dormir em paz, sem guardar mágoas, sem rancores que só fazem mal,sem lista negra em fundo de gaveta empoeirada.
Gente bonita é aquela que, mesmo com problemões pra resolver, segue firme e forte, sem reclamar da vida,nem da sorte. Te juro que, se eu pudesse, eu seria assim. Quando eu paro pra pensar em todas as fases que eu já passei nessa minha vida, começo até a achar injustas todas as vezes em que eu abri a boca pra reclamar de algo. Tudo bem que, além de escandalosa, reclamar das coisas é o meu ponto forte; eu não ligo por ser o tipo de pessoa que não tem muita noção de espaço, nem de tempo, nem do que é ser discreta. O que me mata é o meu realismo exacerbado que sempre tende a puxar pro lado do pessimismo.
Sabe,eu só tenho 22 anos e acho que já vivi tanta coisa nessa vida que eu sempre caio na besteira de dizer que, se a vida for só isso, eu quero partir cedo; pra qualquer lugar que seja.Quando paro pra pensar em tudo e me cai a ficha, começo a entender o porquê do afloramento do meu espírito de mãezona quando se trata de dar conselhos pras amigas, de brigar com amigos que fazem bobagem, de querer cuidar de quem eu sei que está ao meu lado...e isso no meu auge dos 22 anos, enquanto milhares de pessoas da minha idade mal sabem onde estão,nem pra onde vão.
Não é que eu já tenha um rumo certo,na verdade eu sou até um pouco perdida como várias tantas outras pessoas também. Mas,em meio aos meus conselhos de "mamãe,cuida de mim" eu me sinto como uma senhora de 80 anos, daquela que tem histórias pra dar e vender pros netos.
Eu não reclamo de tudo que eu já vivi, muito pelo contrário, eu realmente me sinto orgulhosa em pensar que eu vou ser aquela vovozona que nos almoços de domingo vai ser a alegria dos lugares. Só não preciso ser agora. Mesmo com as minhas grandes histórias de vestibulares frustrados, de empregos complicados, de amores perdidos no tempo, de casamento que nunca aconteceu... eu queria, por um momento que fosse, esquecer tudo isso e levar a tal da vida simples que tanta gente leva e que realmente me emociona de um jeito inexpicável.
Por várias vezes eu deixei de dormir por causa de pessoas que me queriam mal, em diversos dias eu não perdi a oportunidade de trazer desaforo pra casa, quase todos os dias eu luto pra essa mágoa adormecida não aflorar em mim como uma coisa que me faça mais mal do que a minha gastrite crônica.
Eu morro por dentro quando tenho que visitar hospitais e vejo o quanto meus problemas são minúsculos em meio a tantas vidas que dependem um pouquinho de mim pra conseguirem ficar bem. São tantas experiências que me fazem parar pra pensar o quão pequena é a vida pra gente se preocupar em guardar no coração coisas que não vão nos fazer bem de forma alguma.
Hoje, mesmo que não te importe o que eu tenha aprendido nas "consultas" que eu realizei e, mesmo que não te interesse saber quais foram as pessoas que eu conheci, só me interessa dizer que esse mundão é tão grande e o tempo é tão curto pra gente guardar mágoas por coisas que vão nos fazer rir na velhice. Tem copos de cólera que não valem a pena tomar. Tem gavetas com listas negras que não valem a pena serem abertas.
Meu sonho é essa paz de espírito que essas pessoas lindas tem... é essa tranquilidade que exala coisa boa. Amanhã, eu não sei, mas hoje eu vou dormir sem me preocupar em ter agradado fulano de tal, sem ficar brava por saber que tem muita gente ruim nesse mundo, sem brigar com Deus por exigir que Ele faça algo que resolva tudo.Hoje eu não quero reclamar das pessoas que só querem gostar das mesmas coisas que eu e, muito menos, daquelas que, por uma ponta de curiosidade, leem as coisas que eu escrevo, e copiam, e... sei lá mais o quê.
Sinceramente,hoje eu não quero me importar com a sua postura de fuçar minha vida todos os dias.Pode olhar...
Beijo pra você. De coração. Coração puro, coração limpo.





domingo, 17 de outubro de 2010

Meipabá.


Hoje, se eu pudesse e meu dinheiro desse, eu juro que me enfiaria em qualquer ônibus ou avião pra qualquer lugar que fosse. Eu ando tão covarde com as coisas que meu sonho ultimamente tem sido fugir de tudo e de todos, inclusive de mim mesma. Por mais que eu tente manter a calma com todas as desavenças que me aparecem, parece que meu espírito de furacão ambulante fala muito mais alto.
Me assusta ver que notícias ruins já não me abalam tanto; eu consigo até fazer piada com as catástrofes do dia a dia. Me importar com terremoto em Brasília pra quê se é dentro de mim que várias coisas andam destroçadas como se o Apocalipse realmente tivesse chegado e pouca gente anda se importando em me salvar.
Eu não gosto de ser egoísta. Mesmo com meu jeito caladona e observadora de ser, eu não sou e nunca pretendi ser do tipo que olha pro próprio umbigo e o resto que se exploda. Mas, ao mesmo tempo, eu não sei lidar com os problemas alheios porque nem os meus eu ando sabendo resolver direito.
Esse meu jeito de sempre observar as coisas calada me incomoda. Eu sempre tenho que ver além do que deveria e acabo morrendo por dentro a cada dia por saber que existem pessoas ao meu redor que nunca mudam.
O que me consome é saber que tudo sempre fica de pernas pro ar e nem sempre depende só de mim pra arrumar a bagunça depois da tempestade. Na minha vida sempre existiram coisas tão difíceis de terminar e, essa sensação de impotência é tão grande, que eu prefiro deixar as coisas desabarem pra ver até onde eu aguento.
Eu não consigo esperar o inesperado. Eu não sei lidar com posturas bruscas, por mais que as minhas sejam também. Esse horário me incomoda. Eu não consigo resolver metade dos meus problemas financeiros, nem sentimentais, nem nervosos... eu tô morrendo de fome e, antes que eu comece a falar demais, pra um bom entendedor, meipabá.




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Não, não é mentira. Nem hipocrisia.


Essas duas últimas semanas não tem sido fáceis. Ir dormir às 3 horas da manhã praticamente todos os dias pra acordar às 5:30, definitivamente, não é coisa de Deus. Eu estou cansada, com olheiras e minha maquiagem já não disfarça mais o resultado dos milhões de livros que tenho que ler durante as madrugadas da vida porque o irmãozinho hiperativo e aborrecente não dá sossego em casa na maior parte do tempo com seu som no último volume e seu violão que, daqui uns dias, eu pretendo mandar pra Madri junto com ele.
Eu estou gorda. Gorda de gordura mesmo, gorda de sono, gorda de cansaço... tudo que eu mais queria agora é que meu dia tivesse umas 36 horas, pra eu poder passar umas 30 dormindo. Eu estou neurótica. Daquele tipo que vai de casa até a faculdade abrindo a mochila pra ver se não esqueceu nada, daquela que falta chorar todo dia quando acha que perdeu a chave do armário, daquela que perde o crachá no próprio pescoço e que vira piada pra todo mundo na faculdade.
Mas, mesmo tendo que carregar milhões de livros que dão quase o meu peso e que valem mais que meu orçamento mensal, mesmo chorando igual uma criança sem nem ter motivos, eu me sinto bem.
Eu já nem lembro mais quando foi a última vez em que a única sensação de bagunça que eu tinha se restringia só ao meu quarto; já nem sei dizer quando foi a última vez que parei de sentir um furacão dentro de mim. Eu sou praticamente uma Tazmania, e já me conformei com isso. A verdade é que essa sensação de calmaria que habita em mim agora me dá medo. Meu quarto tá uma zona, minha mochila também, eu tô com milhões de problemas da faculdade pra resolver, mas eu tô bem. Sei que tô na merda, mas tô rindo.
Tô rindo mesmo dormindo pouco e acordando num frio que só complica meu problema de ouvido, tô rindo mesmo sabendo que não tenho R$ 1000,00 pra comprar os livros que eu preciso; tô rindo mesmo querendo mandar metade do mundo ir tomar onde melhor lhe convém...
Sabe, a cada dia eu volto pra casa me sentindo mais forte e mais capaz de algo que eu nem sei o que é ainda, mas que eu sei que posso fazer. Mesmo com meu realismo exagerado, eu me sinto feliz por ainda acreditar que, de alguma forma, eu posso mudar o mundo.
Eu não ando sabendo de muita coisa, nem ando com tempo pra parar, pensar e planejar nada; até porque, na situação que eu ando, se eu encostar pra pensar, acabo dormindo. Mas, no meio de toda a bagunça externa que me rodeia, eu continuo firme e forte como nunca estive antes. Sei lá, eu gosto dessa sensação de estar orgulhosa por algo que você nem tem noção do que seja. É bom viver essa fase de "não sei porque,mas tô legal".
Eu ando gostando das pessoas, mesmo quando eu sei que elas não merecem tanto de mim...eu ando gostando de ter menos tempo pra algumas outras coisas, mesmo dormindo pouco. Eu ando gostando de ver que a única coisa estéril que me acompanha é aquele monte de pacotes de luvas que eu ganho na faculdade pra treinar pra aula prática.Eu gosto desse frio que anda fazendo, mesmo que seja difícil acordar cedo e atravessar a cidade num vento que quase corta o rosto.
Tá frio lá fora, tá frio aqui em casa e acho que na sua também. Tá frio na cidade toda. Mas, aqui dentro, o coração continua quente, e é isso o que mais me importa.

domingo, 27 de junho de 2010

.Achograça.

Quando me descabelo por minha irresponsabilidade de deixar pra fazer praticamente uma monografia em 3 dias,mesmo sabendo que não ia dar tempo. Quando vou dormir às 2 e tantas da manhã sendo que tenho que acordar às 5:30. Quando saio correndo desnorteada pra pedir colo pras amigas quando minha cabeça está pra explodir com tanta coisa pra estudar. Quando quase choro de saudade do namorado. Quando lembro que a namorada aqui tem 22 anos na cara e ainda fica de recuperação.Quando quase choro por não conseguir fazer o trabalho enorme de 3 dias. Quando jogo tudo pro alto e saio pra ver os amigos e falar um monte de bosta sem nenhum peso na consciência, mesmo tendo trilhões de coisas pra fazer.

Há que se achar graça.

Quando você, às 10 da noite de um domingo, tem que esperar seu amigo acabar de contar a história da vida dele para então resolver lanchar para vocês irem embora. Quando não cabe todo mundo no mesmo carro e a gente faz do carro das amigas um coração de mãe. Quando ir lanchar na padaria parece ser a coisa mais legal do mundo. Quando você serve de conselheira sentimental quando nem os seus próprios sentimentos você consegue resolver direito.

Só rindo.

Quando sua amiga te esculhamba no telefone por você não ter mais tempo pra ela. Quando seu amigo gay canta "Vou te comeeer, vou te comeeer,vou te comeeer" em alto e bom som no meio da rua. Quando sua conhecida, de tão bêbada, dá cambalhotas no meio da rua e agride seu amigo sem nem ter um porquê.

É...Apesar dos sustos, da saudade, do cansaço e da preocupação com um trabalho que não ficou tão bom e que corre um sério risco de tomar um "insatisfatório", a vida até que é engraçada. E, se ela realmente tem a cor que a gente pinta, a minha até que tá começando a ficar bem coloridinha.

Boa semana aí pros ventos a meu favor.