sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Paaaassa pra casa!




Eu odeio seus xiliques. Odeio seus gritos de manhã me acordando. Odeio quando você abre a porta do meu quarto de um jeito que parece que a parede toda vai cair. Odeio você reclamando das coisas. Odeio você buzinando com o seu "anda looogo!". Odeio o seu "veremos se você vai"...
Duas semanas sem os seus xiliques já é tempo demais.
Se eu soubesse desenhar mapas, como você mesma diz, você "já teria tomado o rumo de casa!"

Já perdeu a graça, mãe. Vem embora!

domingo, 5 de julho de 2009

Observe eu não me importar.

Estou ficando velha. Fato. Chego à essa conclusão não por querer ter minha casa, nem por pensar em começar a construir minha família, nem por querer um relacionamento sério e duradouro com alguém com quem eu realmente possa encher a boca pra chamar de meu.
Antes fosse pelos meus míseros 21 anos ou só pelas cobranças que as pessoas depositam sobre mim sem nem ao menos perguntarem se eu suporto tamanho fardo. Pra mim, quando começamos a dar valor demais a determinadas coisas e aceitamos abrir mãos de outras sem nem ao menos perguntar a nós mesmos o porquê disso, a conclusão é só uma: velhice.
Sempre observei demais as pessoas. E, por observar demais, sempre enxerguei coisas que ninguém nunca viu; sempre suportei certas futilidades que, hoje, não consigo armazenar de forma lógica. Por observar demais nunca me permiti ser tiete de carinhas com perninhas e bracinhos cheios de tatuagens.Não que eu nunca tivesse achado aquilo tudo muito bonito, mas nunca me agradou que, no meio de todo aquele monte de tinta, o cérebro - parte principal pelo menos pra mim - continua branco como papel.
Velhice. Já não me importo mais quando conto nos dedos as pessoas que realmente têm importância na minha vida e não me assusto quando vejo que a quantidade delas não chega nem a completar os dedos da outra mão.
E, no ônibus, ao invés de prestar atenção em carinhas bonitinhos,ando prefirindo olhar pra fora e, mesmo com todo aquele engarrafamento,continuo alimentando a idéia de que eu preciso de um carro.
Foi-se o tempo em que eu faltava morrer quando começava a me ver sozinha ou quando não ia ter pra onde ir no fim de semana, nem com quem ir. Foi-se o tempo em que as pessoas que saem da minha vida me faziam falta. Hoje enxergo que aqueles que voltam pra mim, ao invés de me pertencerem, voltam porque são dignos de me terem por perto.
Talvez o meu problema sempre foi me importar demais com as pessoas. Me importar até mesmo sem nunca saber o porquê disso. Ou eu não gosto de verdade, ou eu gosto por uma vida inteira. E, por gostar por uma vida inteira, quebrei e continuo quebrando a cara muitas e muitas vezes.
E nessa de ir e vir, de querer sumir e voltar, de gostar demais e odiar, minha nova velhice ao menos me serviu pra fortalecer o que já me pertencia: a boa e velha indiferença. Não que eu goste de usá-la com quem realmente me importa. Mas, quando é preciso, dou uma de vovó e banco a indiferente sim.
Não pra machucar... O bom disso tudo é ver que a minha indiferença incomoda. E como incomoda!


terça-feira, 16 de junho de 2009

Pode tudo virar cinza...


Lembra que eu nunca gostei de sentar ao lado de janela alguma? Pra mim a pior parte em ter que andar de ônibus era quando eu sentava na janela e tinha que ficar pedindo licença para quem estava ao lado quando chegava a hora de descer. No metrô, a mesma coisa. Sempre detestei aquela claridade toda na minha cara. Mesmo sem nem ao menos tentar descobrir o porquê disso,eu detestava.
Hoje, talvez por ironia de um destino no qual eu não acredito, quando saio do trabalho tudo o que eu mais quero é conseguir um lugarzinho no metrô... perto da janela. Mesmo sem ainda entender o porquê disso,era mais forte que eu a vontade de brigar por um lugar no qual eu pudesse sentar.
Agora, todos os dias, como que uma realização de um pedido tão profundo meu, aquele lugarzinho está sempre lá. Parece reservado pra mim; tão reservado que, mesmo que uma multidão entre no mesmo vagão que o meu, ninguém senta nele. Ninguém mais tem aquela partezinha da janela.
E foi olhando aquele pedação de mundo lá fora, através dela, que eu entendi o que você dizer com
"Quando você não me encontrar em lugar nenhum, olha pro céu."

Amanhã é dia de sentar na minha janela de novo. E eu só quero que você saiba de uma coisa:

Eu tô olhando...
Eu tô te olhando.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Apesar da grande infecção que abalou as minhas estruturas,eu não morri gente! É só a faculdade que anda tomando o meu tempo mesmo. Até demais por sinal. Semestres chegando ao fim pelas faculdades por aí afora e acho que não sou só eu que ando implorando por férias e mais férias.
Ah,respondendo ao último comentário do post anterior, este Blog não tem "povo". Sou só eu mesma aqui pra escrever tooodas essas coisas toscas que vocês lêem. E que bom que lêêm!

Como faz muito tempo que eu não postava nada sobre o que ando escutando,vai aí uma dica: Pedra Letícia! Procurem no Youtube.
Não que eles sejam uns Mamonas da vida,mas dá pra se divertir. E são lá da terra,ó. Tenho que puxar o saco,né?!


Ouçam: http://www.myspace.com/pedraleticia


terça-feira, 28 de abril de 2009

Mãe,socorroooo...!



Como se já não me bastasse quase morrer de anemia ano passado por não comer direito e,algumas vezes,até esquecer de comer, esse ano me aparece uma bela de uma infecção urinária. Porque? Além de esquecer de comer, eu comecei a esquecer de beber água também.
Antes mesmo que vocês comecem a se perguntar como alguém esquece de comer e/ou beber água,eu respondo : Acreditem, eu esqueço!
Esqueço tão naturalmente quanto deixar a borracha embaixo da carteira no colégio.
E a "boa" consequência disso foi acordar num belo dia com uma dor insuportável e, ao ir ao banheiro, me dar conta de que estava urinando sal. É,sal.
Após entrar em desespero e acabar me conformando com a dor, com o ardor, com a irritação e com todo aquele sal, recebo a maravilhosa notícia de que o plano de saúde que eu tenho não tem a opção de consultas médicas emergenciais, ou seja, era bom que eu ficasse quietinha em casa esperando a morte chegar ou, se eu ainda tivesse forças, que esperasse até o próximo dia 06 para esculhambar a porcaria de plano de saúde que tenho e, consequentemente, o querido urologista que trabalha lá.
Resolvi esperar. Mesmo com meu pai de um lado me dizendo todos os dias que eu deveria marcar uma consulta no posto de saúde que fica aqui perto de casa, e com a minha mãe do outro lado me oferecendo uma cartela de remédios que ela havia tomado quando teve o mesmo problema que o meu.
Não escutei nenhum dos dois.
Domigo passado,quando eu pensava estar melhorando, começo a urinar o dobro de sal, as dores aumentaram e, logo mais tarde, no lugar do sal, sangue. Resultado: desespero.
Resolvi aceitar a tal cartela dos remédios que mamãe tanto falava. De duas,uma: Ou eu morria pela infecção, ou pelos remédios.
Fato é que ela estava certa.
E,diante de tudo isso, só me vale dar a dica: Bebam água! Até a barriga estufar, até quase vomitar,até quase não aguentarem mais. O que eu passei, não desejo a ninguém.
Graças a Deus melhorei e nunca senti tanta felicidade em fazer xixi na minha vida. O remédio é fortíssimo,me deixa tonta e com falta de memória. Mas, como respondi hoje à minha mãe quando ela me perguntou se eu tinha melhorado,vai a mesma resposta pra quem se interessar em saber se eu estou bem:

- Tô zureta,mas tô legal!


quinta-feira, 23 de abril de 2009

É o quê,minha filha?



Por mais que as pessoas continuem rindo da minha cara e me chamando de maluca por aí afora,eu continuo com a minha teoria do "muita bunda,pouco cérebro". Não tenho muito que me aprofundar nesse assunto para que vocês, meus queridos leitores, comecem a perceber que essa minha teoria é muito mais do que certa e que louco é quem não acredita nela.
Esse ano minha linda e loura progenitora enfiou na cabeça que eu tinha que começar a fazer faculdade e, pra não ter que ouvir a mesma ladainha todos os dias, lá fui eu me "matriculascar" numa bendita faculdade "preencheu o nome,passou" vulgo faculdade particular, num curso que eu não pretendo trabalhar na área nem se Jesus Cristo me levar e buscar de carro. Mas, como já tava no inferno, abracei o capeta.
Começaram as aulas e eu já comecei a achar que estava no lugar errado. Alguém aí manda avisar pras piriguetes de plantão que faculdade não é sinônimo de shopping e,muito menos, de baile funk,por favor!
Enfim. Depois de alguns meses e agora quase no fim do semestre quando eu estava começando a me adaptar com a ignorância alheia e a ter que pegar um ônibus lotado para chegar em casa quase meia noite todos os dias, hoje me aparece mais uma confirmação da minha teoria.
Eu detesto sentar no ônibus perto de pessoas que são amigas porque a gente acaba tendo a obrigação de ouvir a conversa delas,mas como não teve jeito e eu não ia ficar 40 minutos em pé, sentei.
Papo vem e papo vai até que o menino fala alguma coisa relacionada à Medicina com a amiguinha "muita bunda,pouco cérebro" dele que, por sinal, é da minha faculdade. Chamou minha atenção,afinal de contas metade dessa cidade sabe da minha vontade de ser médica. Mas, quando ela abriu a boca, eu entendi significado literal daquela frase "vontade dá, e passa".
Ela olhou pro amigo bonitão dela e soltou um:
- Quem se forma em cardiologia é o quê?

O silêncio imperou.
Pra quem assiste o Pânico,sabem aquela hora que sempre aparece o cara do "Ronaldo"? Era essa a hora!
E eu pensando: "Alguém me dá uma surra com fio e joga sal grosso por cima aqui pelo amor de Deus!"
Olhei no relógio. Faltavam 20 minutos pra eu chegar em casa. E restavam 15 pra ela continuar falando asneira até chegar no ponto em que ela sempre desce.


Se vidas passadas existem, eu devo ter roubado lanche de Jesus no colégio. Só pode!




quinta-feira, 9 de abril de 2009

Minha nossa senhora do chocolate amargo!

Tava criando teia isso aqui já! Mas, como sempre, eu sempre volto.

...

Ôôôô,trem doido!
Tem coisa melhor do que juntar feriado com chocolate? Se tiver,manda aqui pra casa!




FELIZ PÁSCOA!