quinta-feira, 23 de abril de 2009

É o quê,minha filha?



Por mais que as pessoas continuem rindo da minha cara e me chamando de maluca por aí afora,eu continuo com a minha teoria do "muita bunda,pouco cérebro". Não tenho muito que me aprofundar nesse assunto para que vocês, meus queridos leitores, comecem a perceber que essa minha teoria é muito mais do que certa e que louco é quem não acredita nela.
Esse ano minha linda e loura progenitora enfiou na cabeça que eu tinha que começar a fazer faculdade e, pra não ter que ouvir a mesma ladainha todos os dias, lá fui eu me "matriculascar" numa bendita faculdade "preencheu o nome,passou" vulgo faculdade particular, num curso que eu não pretendo trabalhar na área nem se Jesus Cristo me levar e buscar de carro. Mas, como já tava no inferno, abracei o capeta.
Começaram as aulas e eu já comecei a achar que estava no lugar errado. Alguém aí manda avisar pras piriguetes de plantão que faculdade não é sinônimo de shopping e,muito menos, de baile funk,por favor!
Enfim. Depois de alguns meses e agora quase no fim do semestre quando eu estava começando a me adaptar com a ignorância alheia e a ter que pegar um ônibus lotado para chegar em casa quase meia noite todos os dias, hoje me aparece mais uma confirmação da minha teoria.
Eu detesto sentar no ônibus perto de pessoas que são amigas porque a gente acaba tendo a obrigação de ouvir a conversa delas,mas como não teve jeito e eu não ia ficar 40 minutos em pé, sentei.
Papo vem e papo vai até que o menino fala alguma coisa relacionada à Medicina com a amiguinha "muita bunda,pouco cérebro" dele que, por sinal, é da minha faculdade. Chamou minha atenção,afinal de contas metade dessa cidade sabe da minha vontade de ser médica. Mas, quando ela abriu a boca, eu entendi significado literal daquela frase "vontade dá, e passa".
Ela olhou pro amigo bonitão dela e soltou um:
- Quem se forma em cardiologia é o quê?

O silêncio imperou.
Pra quem assiste o Pânico,sabem aquela hora que sempre aparece o cara do "Ronaldo"? Era essa a hora!
E eu pensando: "Alguém me dá uma surra com fio e joga sal grosso por cima aqui pelo amor de Deus!"
Olhei no relógio. Faltavam 20 minutos pra eu chegar em casa. E restavam 15 pra ela continuar falando asneira até chegar no ponto em que ela sempre desce.


Se vidas passadas existem, eu devo ter roubado lanche de Jesus no colégio. Só pode!




9 comentários:

domingo disse...

já pensei em muitos jatos.

Diego disse...

Hahahaha!

De fato, aqui em São Paulo esses tipos também proliferam.Eu faço estágio em uma faculdade particular, tenho que atender alunos ás vezes, ah, é terrível a mentalidade de alguns.

E ter que pegar ônibus lotado ouvindo conversas chatas alheias é um dos meus calvários diários.

G . ou vice versa disse...

Risos...
Primeira vez que venho no teu blog. Ainda nao tive tempo de ler tudo por aqui, mas já de cara li esse teu ultimo post, sabe, eu geralmente leio o primeiro e o ultimo, pra saber assim se vale mesmo a pena perder tempo lendo coisas... rsss Mas, tá aí, gostei e senti vontade de comentar.
Como diria Lenine: " paciência". Tem tanta gente por ai que quando abre a boca... sei lá, vai saber.
Beijinho...voltarei outras vezes.

Gi

Willian Flügge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Willian Flügge disse...

Sim, foi eu que te encontrei primeiro!

Eu concordo com sua teoria e também digo que : muito músculo pouco cérebro, concorda?

Essa do cardiologista mata!

Parece que você está lendo o livro "A menina que roubava livros", eu já li. É muito bom, principalmente a parte em que o Max Vandenburg escreve uma história para Liesel Meminger: " ...ele não usava armas, apenas palavras...". Muito bom.

Beijo!

.Intense. disse...

Vim retribuir seu comentário lá no Excesso Intenso e, hábito que tenho, fiquei passeando por aqui, te lendo. Te achei um poço de ironia, tou errada?rs Mas enfim, adorei.

Conselho pra quem anda de ônibus: arranja um mp3, ou mp qualquer número, mas não se força a passar por esse tipo de coisa que, depois de uns dias todo dia, surta!

Salvei aqui, pra continuar te lendo...;*

Marco Y disse...

Pior que você tem razão... Pessoas sem noção, existem aos milhões, mas saber que existem universitários nesta categoria assusta qualquer um que deseja viver em um país civilizado...

bjos

Paz... disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ai eu sofri com ônibus... é cada uma viu...
compreendo sua teoria... ainda bem que eu tenho pouca bunda, rs!

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk' eu também concordo com a sua teoria sobre mais cérebro e menos bunda...
Adoreei o blog!
beijinhos! ;*