terça-feira, 14 de outubro de 2008



É uma agonia...
E aquele telefone tocando o tempo todo me desespera. Milhares e milhares de chamadas não atendidas, milhões de mensagens não respondidas.
Não faz mais sentido.
Todos os dias sempre as mesmas coisas, sempre os mesmos lugares, sempre as mesmas pessoas... sempre o mesmo vidro do ônibus que, quando encosto a cabeça nele, me mostra que existe uma vida lá fora. Talvez não feita pra mim, mas existe.
Sem fome. Sem sono. Sem nexo. Sem nada.
É uma saudade...
De tão grande já não cabe mais no meu peito. Fotos, fotos e mais fotos. Minha caixinha de cartas, minhas agendas rabiscadas... muita coisa ainda dói.
Memória de elefante. Vai me fazer lembrar dos cheiros, dos olhares, das manias, de cada detalhe imperceptível aos olhos de quem não se importa ou de quem só passa na rua.
Eu não sei. Eu não posso. Eu não vivo.
É uma vontade...
De apagar da memória certas coisas, de poder voltar no tempo, de sair sem rumo, sem destino e sem pressa pra voltar.
É a vontade de entender o porquê de sentir coisas que ninguém sente, de enxergar coisas que ninguém vê.
É um grito contido...
Um sufoco por não poder falar, por não poder gritar aos quatro cantos do mundo o que só eu sei. O que só eu sinto. O que só eu peço todos os dias antes de dormir.
É um brilho nos olhos que me intriga...
Que me passa uma verdade maior do que qualquer outra que eu já conheci. Que me faz querer ficar perto. Que me preocupa. Que me faz falta.
É a racionalização...
De nem sempre ter forças pra lutar contra o que "cai de pára-quedas". De que tudo vai. Tudo flui. E, se Deus puder, Ele abençoa.
É o coração apertado. É o choro. É o ficar olhando a Lua às 2 da manhã.

...

Definitivamente, é a vontade e a necessidade de se ter um colo.



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

TPM. Fase 01.



Doce, doce, doce e mais doce. Foi-se o tempo em que 1 saco de balinhas resolvia a minha vida.
Daqui a pouco o céu começa a desabar em água e tudo o que eu mais queria hoje era poder ficar em casa. Sei lá, às vezes me cansa ter que lidar com 200 mil pessoas por dia das quais nem o nome eu vou lembrar amanhã. Mas fazer o quê. Há que se garantir o pão nosso de cada dia.
Sexta - feira, chuva... me faz lembrar sexta retrasada em que eu esperei com um entusiasmo de criança um acontecimento que, hoje, só me traz peso.
Hoje, sexta - feira, chuva... e eu com a oportunidade nas mãos de fazer tudo dar certo novamente. Mas não fui.
Tudo cansa. Tudo faz falta. Nada completa nada. E minha vida tá se tornando um quebra-cabeça daqueles de 5000 peças.
E hoje é dia de resolver a vida pra, quem sabe, sair domingo pela cidade e tomar um banho de chuva pra ver se lava a alma.
Sei lá.
Tô atrasada pro trabalho...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bom dia, invenção minha.


São exatamente 4 horas da manhã. Amanhã meu dia começa cedo e, o mínimo que eu deveria fazer, seria estar dormindo, não acha?
Ah, então você concorda? Ótimo! Será que você também vai concordar quando eu te disser que é exatamente por sua culpa essa insônia? Você concorda que é o causador de toda esperança frustrada que sempre resulta numa mistura de vazio seguido de uma gastrite crônica sem solução?
Ok, a culpa não é totalmente sua. Afinal de contas, fui eu que te inventei. Esse vazio que me atormenta hoje, na verdade não foi você quem causou; e sim essa minha mente fértil demais. É verdade! Porque hoje, definitivamente, eu comecei a chegar à conclusão de que você não existe.
Mesmo que essa certeza me doa mais do que qualquer outra coisa, pelo menos vou parar com a mania de ficar te procurando nas pessoas com quem eu meu relaciono. Vou parar de com essa idéia de que mais dia, menos dia você vai aparecer por aqui ou, por acaso, a gente vai se esbarrar em qualquer esquina.
Você não existe! E eu vou ter que aprender a conviver com isso. Apesar desse enorme vazio que eu sinto, tem que cair a minha ficha de que o conto de fadas que eu criei pra mim não vai ter nenhum final feliz.
Acordar com o celular apitando de madrugada, ver que é só um "oi" e quase morrer de alegria por isso... tomar banho de chuva até não aguentar mais e ter a melhor febre de todos os tempos no outro dia... viajar sem dar satisfações a ninguém e só voltar na segunda de manhã faltando 10 minutos para chegar ao trabalho...
De onde será que eu consegui tirar tanta idéia absurda e que não tem a mínima chance de dar certo? Pois é, eu também não sei. E sei muito menos quando foi que eu comecei a acreditar que existiria um alguém que pudesse aparecer e fazer tudo isso ser verdade.
Aquele tal frio na barriga nunca vai existir. Porque você não existe, e acho que Deus não vai te inventar tão cedo! Pode ser até que tenha inventado, mas não pra mim.
E agora cabe a mim terminar o que me falta terminar, me conformar com tudo isso e começar a reaprender a brincar de ficar contando estrelas... sozinha.

sábado, 27 de setembro de 2008

Classificados.

Vende-se:

• 1 caixinha de Dorflex que já não tem grande utilidade por aqui;
• 1 par de joelhos que sofrem muito nessa época de frio e chuva;
• 15 revistas velhas que estão amontoadas ali no canto;
• 1 par de orelhas com buracos que incomodam muita gente;
• 300 milhões de cd's, com 500 milhões de músicas que me fazem lembrar de 800 milhões de pessoas;
• Um cérebro hiperativo já sem solução;
• E, por último, mas não menos importante : Um tal de coração meio remendado que, apesar de maltrapilho, ainda funciona direitinho.


Ofertas válidas até segunda-feira. Aproveite antes que a dona dos itens citados dirija-se ao balcão da companhia aérea mais próxima e troque tudo por uma passagem com destino à Lua.

Dessa vez, sem escala.






quarta-feira, 23 de julho de 2008

Perdoe-me por sua falta de tempo.


Definitivamente não é tua a culpa por eu não entender as tuas escolhas. Quanto mais o tempo passa e, por consequência, mais tempo permaneço ao teu lado, não é nada mais além do que minha a obrigação de começar a ter que consciência de que o teu padrão de medida pra relacionamentos não é, e nunca será, o mesmo que o meu.
2 anos. Será que esse número tem algum peso nas tuas costas? Provavelmente tenha sim, mas não é o mesmo peso que eu carrego. Até certo dia eu cheguei a acreditar que ter somente um tempinho pra se encontrar durante a semana não fosse o bastante. Nem pra mim, nem pra você. E a resposta pra esse meu "achismo" foi exatamente a mesma para outras tantas coisas que têm acontecido comigo, eu me enganei.
Me enganei quando pensei que valesse a pena trabalhar durante dois fins de semana seguidos, mesmo que para isso eu tivesse que acordar às 6 da manhã e enfrentar um frio que muitas vezes me dava vontade de chorar ao sair de casa. Eu não gosto de acordar cedo, você sabe. Mas, se fosse para conseguir ter um dia de folga no outro fim de semana e ficar perto de você, valeria a pena. Ah, valeria!
Mas não foi o que aconteceu. Grande idéia estúpida a minha tentar planejar quinhentas coisas que eu julguei que poderiam dar certo. Contar com a sua presença nos meus planos já passou a ser sinônimo de tolice. E tola eu nunca fui.
A verdade é que eu não tenho do que reclamar. E nem tenho razão pra isso. Quer dizer, talvez tivesse se eu não começasse a enteder o ponto de significância que eu tenho pra você.
Desculpe por exigir de você um tempo que não existe. E, quando você faz com que ele exista, me desculpe por não entender que ele não é reservado pra mim.
Daqui há alguns dias o fim de semana chega e eu vou ter direito a minha folga. Sábado... o dia que eu mais esperava para poder planejar um monte de coisas pra fazer com você e aproveitar os lugares que a gente costumava ir.
Sábado já vai chegar, e dessa vez eu não planejei nada. Não com você. Não pros lugares que a gente gostava. Não com seus amigos que, na maioria das vezes, faziam uma força enorme para me suportarem por perto.
Eu já entendi onde é o meu lugar. E é pra ele que eu vou. E lá, se Deus quiser, você nem vai me fazer falta.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ula,u-ula! Cala a boca,sua mula!

Como se já não bastasse a existência de um portador de um cérebro de galinha mais conhecido como Mc Créu e um grupo de acéfalas conhecido como Gaiola das Prosti...ops! Popozudas,em um sábado passado qualquer acordo às 3 da tarde,ligo a tv e vejo uma coisa mais ou menos assim:

http://www.youtube.com/watch?v=O4_p7ExsbwQ

Como todo santo dia acordo desnorteada e demoro, no mínimo, meia hora para saber onde estou, pensei que aquilo fosse coisa da minha cabeça. Mas, após colocar a tv no volume 60 e chegar à conclusão de que aquilo não era um pesadelo, fiquei mais desnorteada do que estava quando acordei.
Não era possível! Será que aquela mulher,em sua sã obesidade, não tinha senso do ridículo?! Sabem vergonha alheia? Foi o que senti naquela hora. A minha vontade era de encarnar no corpo dela e fazer com que ela desse uma de louca e começasse a bater a cabeça até desmaiar. Só assim aquela mini-anta-obesa calaria a boca.
E eu que pensava já ter visto de tudo nessas minhas quase duas décadas de existência...
Uma coisa é fato: Se essa baleia estufada do quadrado fizer sucesso, eu compro uma sainha, crio uns batidões e saio por aí cantando as músicas que eu invento para o vestibular.
Garanto que vai ter bem mais utilidade.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Diva!

Te contei que ontem o ócio tomou conta de mim e,sob um surto de organização, comecei a arrumar o meu Orkut? Excluí metade daquela bando de gente que eu não suportava mais e que, por incrível que pareça, eu nem sabia de onde vieram.
Ah! Sabe aquelas comunidades toscas que eu fazia questão de entrar só porque eu as achava bonitinhas? Saí de todas elas. Sei lá, não me acrescentavam em nada. Para te dizer a verdade, ninguém tem me acrescentado em nada ultimamente. Acho que você deve ter noção do que é isso...
Enfim.
Arrumei meus álbuns. Separei as fotos por temas, até criei uma capinha diferente para cada um. Ficou legal. Tudo coloridinho, bonito e arrumado. E, por falar em álbum, fiz um pra você. Em meio a tantas fotos lindas que você tem, tentei colocar as que eu sempre achei que fossem as melhores. Achei lindo!
Mas, como sempre, se nem o pobre coitado do Jesus agradou a todos, quem seria eu para agradar,né? Acredita que fui criticada por causa do meu álbum? Ou melhor, dá pra acreditar que fui criticada por causa do teu álbum?
Revidei, lógico. Afinal de contas, quem tem que decidir quem é ou não digno de participar dos meus álbuns, sou eu mesma. Fiquei pensando em qual seria a tua reação se você ouvisse o que eu ouvi. "Ela é uma bêbada,louca..." No mínimo seria mais um soco que você daria como você fez com o cara que te irritou semana retrasada. Quer saber? Tem dias que eu deveria parar de me conter tanto e pensar como você. Eu me sentiria bem mais aliviada.
Mais ridículo ainda foi que isso saiu de uma pessoa que pretende trabalhar exatamente na área que lida com todos os tipos de pessoas com os mais variados problemas. Quem sabe daqui há alguns anos eu tome umas e outras e apareça por lá a procura de uma consulta. O mínimo que eu ouviria seria um "sai daqui sua bêbada louca,você não é digna de adentrar em meu consultório!"
Fazer o quê se a gente é ralé,né?
Gente culta é outra história. Aprendem um pouquinho e já se acham os donos da vida dos outros. Por isso que eu prefiro continuar com o meu gosto que, aos olhos dela, é burrice. Você bebe o tanto que quiser, eu falo o que eu quiser e fica tudo bem.
Tu não bebe às minhas custas mesmo. Né não,colega?